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Tensão e revolta com a mudança do Beco da Poeira





Permissionários fizeram protesto para não sair do Beco da Poeira. Na tarde de sexta feira, dia 9, ao receber o comunicado da Prefeitura Municipal de Fortaleza, informando que no dia seguinte, 10 de abril, começaria a transferência para a Fábrica Pompeu. Os 2050 permissionários reagiram com quebra-quebra aos gritos: “Fomos ludibriados, queremos o que é nosso, pagamos pelo o ‘esqueleto’ e não pela Fábrica Pompeu” contou Zélia Nunes ambulante há 33 anos. Derrubaram os tapumes e ao som de ensurdecedores apitos, tomaram as ruas 24 de Maio e Tristão Gonçalves demonstrando indignação e revolta.

Em 2001 o Metrofor adquiriu da Prefeitura de Fortaleza, o terreno que constituía o Beco da Poeira, com o objetivo de edificar uma das estações. A administração municipal, tendo a frente Juracy Magalhães, aplicou o dinheiro na desapropriação, de um terreno, na rua 24 de maio, vizinho ao Beco, para fazer o novo Centro de Negócios (Beco da Poeira), e transferiu os permissionários com dignidade.

Foi direcionada a Associação do Beco a responsabilidade de construir o novo prédio, com dinheiro dos comerciantes do Beco da Poeira. Em dezembro de 2004, ainda na administração de Juracy, a Prefeitura constatou que a obra estava irregular e determinou que parasse a construção do esqueleto de pré-moldado. A obra ficou inacabada e os comerciantes com prejuízo.

“Nós só queremos trabalhar. Com a mudança do Beco, tememos pela queda das vendas e os 2050 Boxes geram empregos para mais de dez mil pessoas, entre fabricantes que produzem as confecções e lanchonetes que fornecem alimentos”, conclui Zélia.

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