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Pagode da Mocinha

O Pagode da Mocinha vem há quase trinta anos. Todas as noites, sem hora pra começar nem pra terminar, já que os músicos não ganham para tocar. Na fronteira da praia de Iracema com Aldeota, um botequim com pouco mais de 30 metros quadrados, mesas espalhadas ao ar livre atrai praticantes e amantes do samba.

Dona Irineia, pagodeira inveterada, toca pandeiro desde os 7 anos e, hoje com 70, bate ponto três vezes por semana no pagode da mocinha. Ela desce do táxi já com o pandeiro em punho e em baixo do pé de benjamim, confere uma atmosfera bucólica ao lugar junta-se aos demais sambistas que fazem a festa acontecer.

Amante do samba e apaixonada por carnaval, Dona Mocinha conta empolgada da visita vip que recebeu do Neguinho da Beija-Flor, que facilitou a ida dela ao Rio de Janeiro e realizou seu grande sonho de desfilar no Sambódromo.

A informalidade é a característica mais marcante do espaço, aqui não tem patricinhas tomando cerveja long neck de canudinho, também não tem coca-cola light, é um bar de cadeiras na calçada, o céu aberto onde todos se conhecem por nome.

Por:Maria Guedes

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